porque a Escrevente se revela em sua solteirice

estou me habituando com a vida de 'pessoa solteira e sem filhos' - morando sozinha. fiz descobertas pessoais em várias áreas … na área da alimentação descobri que não consigo chegar ao final de um pote de requeijão: ele estraga antes; que um litro de leite azeda antes que eu o tome todo; que a manteiga fica rançosa antes que eu termine de consumi-la... enfim, precisei me adaptar enormemente em relação às compras de supermercado........... e assim faço com a maioria dos produtos...........

porque a Heroína se perdeu de seu castelo

Perdi os meu fantásticos castelos Como névoa distante que se esfuma... Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los: Quebrei as minhas lanças uma a uma! Perdi minhas galeras entre gelos Que se afundaram sobre um mar de bruma... — Tantos escolhos! Quem podia vê-los? Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma! Perdi a minha taça, o meu anel, A minha cota de aço, o meu corcel, Perdi meu elmo de oiro e pedrarias... Sobem-me aos lábios súplicas estranhas... Sobre o meu coração pesam montanhas...

a Escrevente esteve perto da morte - e REviveu

a psicóloga diz que estou voltando a me isolar e que preciso mudar isso... eu não entendo porque essa reação dela... nada mudou... eu fui sincera com ela desde o princípio... ela perguntou: você se dá bem com sua mãe? eu respondi: sim, via telefone... você tem amigos? sim, facebook e orkut com centenas de amigos adicionados...  como é o diálogo com sua filha?  perfeito, estamos sempre conectadas, via msn ou skipe... você está namorando? tenho tido uns encontros virtuais....... ...........

porque a Escrevente muda com as estações do ano

CICLO VITAL DO POEMA DA POETA na Primavera a poeta se enletra toda faceira num cio verboso luminoso que faz brotar a esperança de sua boca colorido o dito   desabrocha a poeta agomando versos fecundados que rebentam no Verão o perfuma da rima concede forma ao mundo e num Outono anímico   amadurece-lhe o fruto bendito o fruto da poeta o poema recria a existência .. plena como a deusa diante de sua obra recolhe-se a poeta   em Inverno interior entorpecendo o verbo para novamente se enletrar      q

porque o futuro da humanidade é a androginia, pensa a Escrevente

Androginismo Quem é esse rapaz que tanto androginiza? Que tanto me convida pra carnavalizar Que tanto se requebra do céu de um salto alto E usa anéis e plumas pra lantejoulizar Que acena e manda beijos pra todos seus amores E vive sempre a cores pra escandalizar A minha mãe falou que é um tipo perigoso Que vive sorridente fazendo quá, quá, quá O meu pai me contou que um dia viu o cara Num cabaré da zona dançando tchá, tchá, tchá Quem é esse rapaz que tanto androginiza? Que tudo anarquiza pra dis

porque o corpo da Escrevente já não lhe comporta tão bem

CONFINAMENTO a velhice encripta as vontades que desvendadas pela matéria se apreguiçam na alma (Curiosa) .

porque a Escrevente procura o abrigo de uma caverna escura*

ENCONTRO O olho caça na mata abaixo do umbigo um abrigo secreta pátria a língua avista bem no centro do jardim de pelos o lugar caverna doce e úmida (Almandrade) .. * pois então! eu quero sair da urbanidade e estar frente a um prado verde ... ... ao longe, a mata fechada ao pé da montanha de pedra, onde um ponto escuro mal se distingue ... de perto, vê-se a entrada de uma caverna ... uma caverna escura e ... convidativa ... onde eu posso declinar a máscara e revelar a fera .

porque a Escrevente passa tempo pensando no tempo

INFÂNCIA no tempo em que eu tinha todo o tempo do mundo o tempo não existia sempre era hora para brincar de roda ou para viajar em um faz de conta naquele tempo, o tempo era agora um agora de eterno deslumbramento (Curiosa).

porque a Escrevente foi entrevistada e experimentou a lisonja

verdade! entrevistada ... é que o Léo, do Blog SeximaginariuM , por algum motivo alheio ao meu conhecimento, achou que eu daria uma boa postagem em seu famoso talksexi , onde desfilam renomados blogueiros, em entrevistas deliciosas ... experimentei a lisonja ... foi bom para mim ... deu até medo ... ela dá boa massageada no ego ... e poderia me dominar facilmente ... mas só me restou aceitar o convite, pois já disse François La Rochefoucauld : Quem recusa uma lisonja é porque procura ser lisonje

porque a Escrevente sente a Egrégora de Natal

ainda não saimos do olho por olho, dente por dente . ainda não damos a outra face. com dificuldade perdoamos uma vez, imagine perdoar setenta vezes setenta. ainda reagimos à violência com violência. (mesmo depois de Gandhi) mas em Tempos Natalinos, a egrégora do Planeta muda. enviamos boas energias ao próximo; reunimo-nos em família; perdoamos e somos perdoados; trocamos presentes em festas e eventos realizados somente para compartilhar a presença do outro.

porque a Escrevente recebe presente carinhoso e se enternece

ganhei este mimo de ano novo do querido Mansinho da Loirinha ... veja aqui o seu perfil no facebook. trata-se de um querido que, com sua companheira, a Loirinha Ksada , experiencia relacionamento aberto, respeitoso, em busca de romper amarras que possam nos prender em pequenos dramas monogâmicos medievais ... parabéns a ambos, pelo desprendimento e pela capacidade de exercitar a liberdade ... agradecida demais pelo presente, querido ...

porque hoje é dia da Mulher

MULHER a Floresta lhe é dentro Selvagem como o casulo rompido revela-se Mito onde não havia nada no princípio, era a Mulher (Curiosa).

a Escrevente recebe críticas sobre uma postagem do seu blog

recebi críticas sobre minha postagem que fala das relações virtuais ... (leia a postagem aqui ) e refleti a respeito do assunto, obviamente ... então deixo mais algumas linhas sobre o tema, sempre considerando que este tipo de análise não se esgota nessas poucas linhas ... abre parênteses a prosa me cansa justamente por ser infindável .... o poema não é assim ... o poema diz tudo com pouco ... com ele eu me entendo ... na prosa, eu me perco .

porque toda palavra deve ser vista pelo seu outro lado

PERDOANDO-SE a heroína decide tomar as rédeas de seu destino e com uma caneta na mão cursa o rumo de sua nova história: que toda imperfeição seja apagada esquecida perdoada reparada que toda palavra seja vista pelo seu outro lado que toda atitude seja encarada no seu todo que toda máscara seja usada por escolha que a heroína se aperceba de sua grandeza (Curiosa).

porque quando a Escrevente cala a voz, as palavras chegam

INSÔNIA passo o silêncio da noite a ouvir as palavras do dia de hoje de ontem de antes de ontem da vida toda ressoam-me na mente cada uma delas em sua jactância busca seu espaço gritando seu significado sua importância . então me vem o des-co(m)-nexo me seduz o (in)ex-ato me reflete o enigmático . e assim no tempo de uma noite não dormida as palavras de minha existência me desvendam os mistérios da vida v ivida (Curiosa).

porque a Escrevente filosofa para amar - e vice-versa

DIALÉTICA DO AMOR tempo e espaço fluem simultaneamente ligados entre si permitindo-nos transitar pelo passado e pelo futuro no presente quando penso naquilo que passou eu o experiencío uma vez mais então a cada vez que me chega a mais breve lembrança sua fecho os olhos páro o momento e estamos juntos (Curiosa).

porque a Escrevente encontrou um velho cartão do ex-atual-sempre-amor

ESCREVIVÊNCIA por vezes as palavras que alcanço me estranham não me dizem mais me afastam de mim do outro .. então quando a Palavra não me diz invento Palavra que me diga .. e no milagre da escrevência sai-me Nova Palavra das entranhas gritando por sua existência a Palavra recém-parida virgem de pronúncia oca de significado preenche-se de mim e eu volto a existir enflorescida (Curiosa) .. a Escrevente queria escrever somente poesia ... a prosa a confunde.

porque a Escrevente tem uma filha que já vai para a faculdade

então ... a filha da Escrevente é caloura em Psicologia na UFRGS/2012. aos 17 anos de idade. e a Escrevente baba desde ontem, agradecendo os cumprimentos que recebe de todos, que lhe dão 'parabéns!' ... ela não sabe bem que parte lhe cabe destes parabéns, já que o mérito em passar é exclusivamente da filha, que desde o primeiro ano primário se revelou aplicada e estudiosa ... mas a Escrevente agradece, encabulada ... esfuziante ... feliz .

porque a Escrevente queria morrer hoje - e escreve um Epicédio

AUTOEPICÉDIO a vida lhe doeu por dentro não deixando espaço para outros sentimentos mais nobres egocênctrica escrevia apenas sobre si seus amores seus ódios suas pequenezes suas incertezas indiferente às dores alheia ainda assim falava delas quando sentia as suas mas sentia apenas as suas como cada um de nós os outros são apenas os outros os outros os outros ela é apenas quem morreu hoje sempre doendo de Vida (Curiosa).


« anterior 1 3 4 5 6 7 8 9 ... 14 15
diHITT | Guia Comercial | Business Directory | termos de uso | contato do diHITT
diHITT é uma propriedade da Connecorp LLC - EUA